quarta-feira, 25 de agosto de 2010

RELATÓRIOS DAS AULAS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA III

Alunos da 6ª Série B-Vespertino-CMGDM

Por: Roberval Souza Pereira

Realizei o Estágio Supervisionado em Geografia III, no Colégio Municipal Gilberto Dias de Miranda (CMGDM)-COMUJA, localizado no Bairro Félix Tomaz em Jacobina-Bahia, na turma “B” da 6ª Série do ensino fundamental do turno vespertino, no período de maio a julho de 2010, na II unidade, onde as aulas semanais foram geminadas, sempre às quintas-feiras no primeiro e segundo horários respectivamente, sob orientação do professor supervisor Mestre Edvaldo Hilário e professor regente Carlos Glerdiston.

AULA DO DIA 27 DE MAIO DE 2010

A referida aula começou com a minha apresentação à turma pelo professor Carlos Glerdiston, o qual me deu as boas vindas e desejou sucesso. Em seguida, foi realizada uma dinâmica de apresentação, começando por mim sendo seguida pelos alunos. Propomos e discutimos algumas regras a serem adotadas durante a realização das aulas com o fim de obtermos os melhores resultados no decorrer da unidade letiva. Fizemos a apresentação do tema: “Industrialização e Urbanização Brasileira”, onde fizemos uma sondagem do conhecimento prévio da turma através de uma atividade em grupos, e em seguida definimos alguns conceitos relacionados ao tema.

AULA DO DIA 05 DE JUNHO DE 2010

Esta aula aconteceu em um sábado letivo e foi ministrada pelo professor regente Carlos Glerdiston, conforme entendimento estabelecido previamente, o qual aplicou uma atividade relacionada à Copa do Mundo – África 2010 que foi por mim elaborada. A atividade após ter sido desenvolvida pela turma me foi devolvida para correção.

AULA DO DIA 10 DE JUNHO DE 2010

Nesta aula discutimos o processo de industrialização e urbanização no Brasil, a qual aconteceu na sala de multimídia com apresentação em Power Point, e a discussão e reflexão da turma sobre esse processo bem como suas causas e consequências. Para contextualização do tema, fizemos um breve levantamento sobre quem dos alunos morava na cidade e quem morava no campo. Discutimos entre outras coisas a formação das favelas, o êxodo rural, a criminalidade, o lixo, como fruto deste processo que ocorreu sem planejamento.

AULA DO DIA 17 DE JUNHO DE 2010

Esta aula aconteceu na sala de multimídia e foi a continuidade da aula anterior do dia 10/06/2010, onde contextualizamos o tema, analisamos alguns resultados deste processo, mostrando pontos positivos como o conforto e agilidade promovidos pelos avanços tecnológicos, como meios de transportes e os eletroeletrônicos, como o aparelho celular.
Ao final da aula fomos ao pátio do colégio onde realizamos a dinâmica “Proteja seus sonhos”, fazendo uma relação com o tema, bem como com nosso cotidiano, lembrando que é possível alcançarmos nossos objetivos em harmonia e respeito ao nosso semelhante.
AULA DO DIA 01 DE JULHO DE 2010

Nesta aula aproveitamos o primeiro momento para fazermos uma revisão do conteúdo trabalhado nas aulas anteriores e esclarecimento de dúvidas, e em seguida aplicamos a avaliação proposta, a qual foi realizada em dupla. Ao final da aula, fizemos a devolução da primeira atividade realizada pelos alunos. Também informamos à turma o conteúdo da próxima aula e a atividade que lhe seria exigida com relação ao seu conteúdo.

AULA DO DIA 08 DE JULHO DE 2010

Esta aula aconteceu na sala de multimídia, onde foi exibido o filme “Tempos Modernos”, o qual retrata o processo de industrialização na década de 1930. Explicamos aos alunos os aspectos a serem observados no filme bem como a atividade a ser desenvolvida na aula seguinte. No início do filme a turma estava atenta, porém decorridos aproximadamente 40 minutos, iniciou-se uma inquietação, a qual acreditamos ter sido motivada pelo calor excessivo, uma vez que o condicionador de ar estava com defeito e fazia calor. Como medida na busca de amenizar a inquietação, avançamos algumas partes do filme, cortando as partes que julgamos menos atrativas, conseguindo concluir o filme e aula com êxito.
Nesta aula recebemos a visita do professor supervisor Edvaldo Hilário juntamente com o professor regente Carlos Glerdiston, os quais estavam em atividade de observação.

AULA DO DIA 15 DE JULHO DE 2010

Nesta aula solicitamos que os alunos fizessem um breve comentário sobre o filme exibido na aula anterior, promovendo um debate e uma contextualização com os temas industrialização e urbanização. Observamos as mais diversas opiniões, onde a maioria disse ter gostado do filme. Após o debate e a aplicação e correção da avaliação, percebemos que foi possível fazer uma relação do filme com o tema industrialização e urbanização, alcançando o objetivo proposto.

AULA DE ENCERRAMENTO DO ESTÁGIO EM 22 DE JULHO DE 2010

Neste dia, conforme combinado e sob orientação do professor regente fizemos a recuperação paralela no início da aula com sete alunos que não alcançaram a média mínima exigida. Após a conclusão da atividade de recuperação, fizemos uma avaliação deste período de estágio, agradecemos o professor regente, a direção da escola e aos alunos pela oportunidade concedida. Entregamos um livro ao professor regente e a cada aluno como lembrança e forma de gratidão. Concluímos nossa atividade com um lanche e agradecendo a todos.

RELATÓRIO GERAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA III

A vida é feita de desafios. E com o estágio de regência em sala de aula não foi diferente. Assumir uma turma de alunos e desenvolver as atividades durante uma unidade letiva foi um grande desafio e a oportunidade de vivenciar na prática a atividade docente no atual sistema educacional brasileiro.

Assumir uma turma de 6ª série do ensino fundamental no turno vespertino, onde as aulas eram geminadas e assim proporcionou melhor adequação com minhas atividades profissionais. Fiz um primeiro contato com o professor regente, o qual de pronto se dispôs a ceder a turma e em seguida foram feitos todos os arranjos necessários para o início das atividades, como temas, conteúdos, metodologia adotada, etc., para assim buscar me adequar ao programa e dá continuidade aos trabalhos já desenvolvidos pelo professor regente, sem muitas alterações. Procuramos desenvolver o conteúdo de cada aula contextualizando o mesmo com o dia-a-dia dos alunos.

Quanto ao desenvolvimento dos conteúdos propostos para a unidade, como já havia sido comentado pelo professor regente, não foi possível trabalhar todos. Um fator limitante foram os feriados ocorridos neste período. Porém concluímos que houve bom aproveitamento dos conteúdos trabalhados, pois de uma turma com mais de trinta alunos, apenas sete não alcançaram a média mínima, com os quais foi aplicada uma recuperação paralela com o fim de melhorar a média final da unidade.

Tive o privilégio e o desafio de substituir e ser regido por um professor competente, dinâmico e comprometido, o que trouxe sobre mim uma grande responsabilidade. Porém o mesmo sempre esteve presente e pronto para prestar todo o suporte necessário para o bom andamento dos trabalhos. Cada atividade que seria desenvolvida era apresentada para apreciação e sugestão do mesmo.

Estar na sala como professor tem suas particularidades e singularidades. É uma experiência bem diferente de ser apenas um observador. É outra realidade. Porém concluímos dizendo que foi uma experiência desafiadora, inovadora e gratificante.

Agradeço a Deus. Agradeço a todos que direta ou indiretamente contribuíram para o cumprimento desta missão.

Que Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

RELATÓRIOS DAS AULAS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA III

                         Alunos da 6ª A ensino fundamental turno vespertino do CMGDM

Por: Edinaldo Lima da Luz

Eu, Edinaldo Lima da Luz, aluno do sétimo semestre do Curso de Licenciatura Plena em Geografia da Universidade do Estado da Bahia – UNEB – Campus IV, Jacobina - Bahia, realizei o Estágio Supervisionado em Geografia III, no Colégio Municipal Gilberto Dias de Miranda, localizado no bairro Felix Tomaz em Jacobina, Bahia, na turma de 6ª série A do ensino fundamental do turno vespertino no período de maio a julho de 2010, (II unidade) sob a orientação do professor supervisor, Mestre Edvaldo Hilário e professor regente Risério Simões Nunes.

RELATÓRIO DAS AULAS DE 26 DE MAIO DE 2010

A aula de 26 de maio de 2010, começou com a minha apresentação, realizada pela professora Solange, em seguida os alunos se apresentaram, logo após estabelecemos algumas regras que seriam utilizadas durante as aulas de Geografia para que as mesmas transcorressem sem problemas para ambas as partes. Apresentei de forma breve o projeto desenvolvido para trabalhar durante o estágio e dando continuidade informei qual seria o assunto da primeira aula: Industrialização brasileira, orientando quais os objetivos que esperávamos para esse tema e instigando os alunos a cerca do que eles já conheciam a esse respeito. Conseguimos visualizar alguns pontos importantes sobre a urbanização brasileira, mas alguns pontos ficaram para serem trabalhados nas aulas seguintes.

RELATÓRIO DAS AULAS DE 2 DE JUNHO DE 2010

Nessa aula fizemos a retomada do tema anterior para concluirmos alguns pontos que não puderam ser trabalhados na primeira aula. Em seguida, apresentei o tema da aula: Fontes de energia no Brasil, como de praxe, busquei obter o conhecimento prévio dos alunos para definir a metodologia que aplicaria com a turma. Feito isso, passei a discutir com os alunos as principais fontes de energias utilizadas no Brasil, sua origem, sua disponibilidade, e impactos ambientais. Um ponto interessante surgiu quando trabalhávamos a energia proveniente das hidrelétricas, pois muitos alunos achavam que a água era transformada diretamente em energia e perdia totalmente a sua forma líquida não podendo ser reaproveitada, a partir de então, passei a explicar que a água era utilizada para movimentar as turbinas que alimentavam o gerador e assim por diante e depois continuava o seu percurso ao longo do rio.
Ao longo da aula enfatizei a relação entre a produção de energia e a indústria, discutimos sobre os principais consumidores de energia, e finalizamos a aula discutindo sobre as fontes de energias alternativas. Dessa aula resultou a produção de um quadro resumo das principais fontes de energias brasileiras, sua origem e impactos ambientais que serviu como uma das primeiras notas da unidade na disciplina em questão.

RELATÓRIO DAS AULAS DE 9 DE JUNHO DE 2010

Nessas aulas damos início ao tema: Urbanização brasileira. No primeiro momento buscamos estabelecer a diferença entre zona urbana e zona rural, logo após passamos a discutir o surgimento das cidades no Brasil, a localização das primeiras cidades, a interiorização das cidades, o aumento das populações urbanas. Continuando, passamos a discutir os elementos que auxiliaram o desenvolvimento das cidades, a infra-estrutura urbana, os diferentes usos do solo urbano e a relação entre êxodo rural e favelização.
Analisamos a importância da industrialização como fator concentrador de pessoas e fornecedor de bens para a população urbana.

RELATÓRIO DAS AULAS DE 16 DE JUNHO DE 2010

Esta aula ocorreu na sala de multimídia, pois utilizamos diversas imagens e pequenos vídeos para ilustrar a discussão da aula anterior.
Visualizamos e discutimos as imagens de cidades planejadas, espontâneas, a infra-estrutura urbana, a arborização, a verticalização das habitações, a paisagem urbana segundo a época, os contrastes urbanos envolvendo moradias luxuosas a o lado do pauperismo das periferias.

RELATÓRIO DAS AULAS DE 30 DE JUNHO DE 2010

Nessas aulas trabalhamos sobre as metrópoles brasileiras discutindo a relação política, econômica e cultural que envolve as cidades que compõem as regiões metropolitanas do Brasil.
Logo após realizamos uma atividade de fixação comportado a maior parte do conteúdo trabalhado até aquele momento.

RELATÓRIO DAS AULAS DE 07 DE JULHO DE 2010

Nessas aulas trabalhamos com a produção de cartazes cujo tema: Brasil um país urbano industrial. Os alunos foram orientados a recortar e colar em cartazes figuras e imagens relacionadas aos assuntos trabalhados durante a II unidade, anotando abaixo de cada imagem colada a que ela se referia. Terminada esta etapa cada grupo de alunos realizou a apresentação oral da sua produção para a classe. Essa atividade serviu de base para a analise da compreensão dos conteúdos trabalhados. Ao final ficou comprovando que os alunos estavam apreendendo o conteúdo ministrado durante as aulas de Geografia.

RELATÓRIO DAS AULAS DE 14 DE JULHO DE 2010

Nessas aulas foi trabalhada a técnica do autódromo, onde em grupos os alunos responderam as questões levantadas. De início parecia que a atividade não iria fluir como esperado, mas ao longo da atividade os alunos passaram a se divertir com a aula e com a competição saudável que surgiu e com isso alcançamos os objetivos esperados, sendo esta uma das aulas mais produtivas da unidade.

RELATÓRIO DO ENCERRAMENTO DO ESTÁGIO EM 21 DE JULHO DE 2010

As atividades de encerramento começaram através da leitura de uma mensagem com título: Montanha, com a qual discutimos sobre a importância das nossas escolhas e a necessidade do convívio em parceria para o sucesso das nossas ações na vida.
Logo após fizemos uma breve análise de como foi o estágio abordando os pontos positivos e negativos das aulas de Geografia durante o estágio.
O professor regente esteve presente e participou conversando com os alunos e comigo sobre estágio e práticas metodológicas, em seguida, foram entregues alguns brindes simbólicos e uns doces, fizemos um agradecimento geral e concluímos o trabalho.

RELATÓRIO GERAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRFIA III

O primeiro estágio de regência em sala de aula serviu de parâmetro para entender um pouco sobre a situação atual da educação em nosso país, das dificuldades enfrentadas pelos professores e alunos, mas isso tudo resultou numa experiência proveitosa para a minha vida.
Optei por uma turma de 6ª série do ensino fundamental no turno vespertino porque o conteúdo trabalhado seria relacionado a regionalização do Brasil e por conta do horário poder se conciliar com as demais atividades do meu dia a dia.
Procurei o professor regente para obter algumas informações sobre a turma, o tema geral da unidade e a metodologia adotada e o mesmo mostrou-se muito prestativo fornecendo tais informações que foram determinantes para o meu planejamento e condução das atividades ao longo do período que assumi a sala de aula.
Durante as aulas consegui trabalhar os conteúdos planejados, embora em alguns momentos tivéssemos alguns problemas relacionados ao comportamento de um ou outro aluno, mas que no diálogo ou usando alguma medida de advertência conseguimos sanar sem prejudicar o trabalho voltado para a sala como um todo ou mesmo para o aluno que advertido. Alguns alunos também participavam de forma positiva da aula, trazendo exemplos ou questionando sobre alguma coisa relacionada ao tema.
Conforme mencionado anteriormente busquei trabalhar uma metodologia que não rompesse totalmente com a utilizada pelo professor regente para que o processo de ensino-aprendizagem não fosse prejudicado e que não fossem levantados analises comparativas entre os nossos trabalhos por parte dos alunos.
O professor regente sempre estava acompanhando o processo de estágio e oferecendo auxilio e eu também sempre que tinha uma duvida sobre algum processo relacionado ao tratamento dos dados relacionados à avaliação e outros o procurava para não incorrer em erros futuros.
A maior parte dos alunos alcançaram média acima da mínima exigida para aprovação não porque veio de um estagiário, mas sim pelo bom trabalho desenvolvido por ambos os envolvidos no processo.
Diante do exposto nos relatórios individuais das aulas e no relatório geral do Estágio Supervisionado em Geografia III, posso concluir que foi uma experiência desafiadora e positiva que servirá de base para o planejamento das atividades futuras relacionadas ao Estágio Supervisionado em Geografia IV, e mesmo para a regência de sala de aula.
Aproveitando a oportunidade agradeço a todos que contribuíram com o sucesso do meu trabalho, ao professor regente, aos alunos e a instituição de ensino escolhida representada por todos os funcionários.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

RELATÓRIOS DAS AULAS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA III

Por Valdir Araújo


Alunos dos 6º e 7º anos, EJA, noturno


O Estágio Supervisionado em Geografia III foi realizado por mim, Valdir Araújo, estagiário do sétimo semestre do Curso de Licenciatura Plena em Geografia da Universidade do Estado da Bahia, UNEB, Campus IV, Jacobina, na Escola Municipal Yêda Barradas Carneiro, localizada no Conjunto Habitacional Jacobina II, na cidade de Jacobina, Bahia, nos 6º e 7º anos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), noturno, no período de maio a julho de 2010, tendo como professor supervisor, o Mestre Edvaldo Hilário e como professora regente Normeide Santos.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 31 DE MAIO DE 2010

Para as primeiras aulas que foram realizadas no dia 31 de maio de 2010, segunda-feira, primeira e segunda aulas, estava previsto que faria a minha apresentação e que pediria aos alunos que fizessem suas apresentações, a fim de que pudéssemos interagir com mais facilidade. Logo em seguida faria a apresentação dos conteúdos a serem trabalhados durante a segunda unidade e a forma como trabalharia com eles, falei ainda sobre o que não permitiria que fizessem durante as aulas. Por fim, daria início às atividades com o conteúdo: As paisagens naturais do Brasil, com enfoque para o RELEVO, tendo como objetivos: Definir o que é relevo; Como está dividido; Identificar e diferenciar Planalto, Planície e Depressão e Interpretar o mapa do relevo brasileiro.
Consegui realizar, parcialmente, o que estava previsto, uma vez que os alunos estavam na sua maioria dispersos e com muitas brincadeiras durante a aula. Tive que parar as atividades e adverti-los de que não toleraria tais comportamentos, uma vez que ali não era o local adequado e que quem não tivesse a fim de assistir a aula que saísse da sala. Depois do ocorrido e da advertência, a aula fluiu naturalmente. Porém, tendo que dar sequência ao conteúdo nas próximas aulas, devido à escassez de tempo e em virtude do que foi mencionado acima.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 07 DE JUNHO DE 2010

Para as terceira e quarta aulas que foram realizadas no dia 07 de junho de 2010, segunda-feira, primeira e segunda aulas, estava previsto que daríamos sequência com o conteúdo RELEVO.
Conseguimos finalizar o conteúdo desenvolvendo várias atividades, uma vez que nestas aulas os alunos estavam mais atenciosos, diminuindo consideravelmente as brincadeiras inoportunas. Ao fim das atividades ficou acertado que nas próximas aulas, dia 10, quinta-feira, o tema seria: A ação humana no relevo e que faríamos uma avaliação escrita no dia 21 de julho.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 10 DE JUNHO DE 2010

Para as quinta e sexta aulas que foram realizadas no dia 10 de junho de 2010, quinta-feira, terceira e quarta aulas, estavo prevista que o tema seria: A ação humana no relevo.
Logo na chegada, pude perceber o que a professora regente já havia dito anteriormente “a grande maioria vai embora depois da merenda”. Adentrando a sala de aula não tinha um aluno sequer, aos poucos foram chegando um a um e ao final de dez minutos pude contar exatos doze alunos. Dei início ao que estava previsto, o problema foi que três ou quatro alunos ficaram conversando em voz alta sobre assuntos que não tinham nada a ver com a aula, tive que parar as atividades e adverti-los, quando estava no meio da advertência, infelizmente, faltou energia elétrica, aí não teve jeito, tive que parar a aula. Como a professora regente já havia saído comuniquei o fato à vice-diretora, informando que se ocorresse novamente o fato de alguns alunos ficarem conversando o atrapalhando a aula que iria pedir que se retirassem da sala para que não prejudicassem os demais. A diretora deu-me total apoio, dizendo que os colocassem para fora da sala e a avisasse para que ela tomasse as devidas providências.

 
RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 14 DE JUNHO DE 2010

Para as sétima e oitava aulas que foram realizadas no dia 14 de junho de 2010, segunda-feira, primeira e segunda aulas, estava previsto que o tema seria: A ação humana no relevo, uma vez que não foi possível concluí-lo na aula anterior em virtude da falta de energia elétrica.
Como estava prevista uma avaliação para o dia 21 de junho, segunda-feira, e, já sabendo que após a merenda grande parte dos alunos não assistia às aulas, aproveitei aquele dia que eram as primeiras aulas, ou seja, antes da merenda, para concluir o assunto e, logo em seguida fazer uma revisão do que já havia sido trabalhado nas aulas anteriores. O resultado foi bastante positivo, na realidade melhor do que esperava, uma vez que a maioria conseguiu responder ao questionário que apliquei. Ao final da aula, muitos alunos pediram para que nas próximas aulas, quinta-feira, dia 17, que continuasse com a revisão, respondi que poderia tirar alguns minutos das próximas aulas para tirar dúvidas, uma vez que já havia revisado o assunto da avaliação.

 
RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 17 DE JUNHO DE 2010

Para as nona e décima aulas que foram realizadas no dia 17 de junho de 2010, quinta-feira, terceira e quarta aulas, estava previsto que o tema seria: As águas da paisagem, cujo objetivo era que os discentes entendessem a importância da água para o meio ambiente e os seres vivos.
Nesse dia apesar de serem as últimas aulas, a grande maioria estava na sala, acredito que pela expectativa da avaliação que seria feita no dia 21. Iniciei a aula abordando-os sobre o que sabiam sobre as águas que compõem as paisagens naturais, em seguida comecei esclarecer o tema mencionado acima e sua importância para o meio ambiente e os seres vivos. Percebendo certa apreensão por parte da maioria sobre a avaliação, decidi dedicar alguns minutos, com prometido anteriormente, da aula para informá-los como seria a mesma, bem como o método a ser utilizado. Ao fim das explanações percebi que ficaram bem mais tranqüilos. Após os esclarecimentos, encerrei a aula, pois já não havia mais tempo para dar sequência ao assunto, ficando para concluí-lo nas próximas aulas após a avaliação.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 21 DE JUNHO DE 2010

Para as décima primeira e décima segunda aulas que foram realizadas no dia 21 de junho de 2010, segunda-feira, primeira e segunda aulas, estava previsto que seria aplicada uma avaliação escrita, com o objetivo de descobrir o nível de absorção dos conteúdos pelos discentes, bem como incentivar a pesquisa por meio do livro didático.
A avaliação ocorreu parcialmente como estava planejada, uma vez que compareceram neste dia apenas vinte alunos. As ausências foram ocasionadas, na sua maioria, por problemas com transportes e também por ser véspera de São João. Mesmo assim, apliquei a avaliação com os presentes, uma vez que havia comunicado com antecedência e reforçado na aula anterior que estaria aplicando uma avaliação no dia 21-06-2010, segunda-feira.
Ao término das aulas, conversei a professora regente e ela orientou-me que na próxima aula aplicasse a avaliação com os que faltaram e fizesse outra atividade com os demais.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 28 DE JUNHO DE 2010

Para as décima terceira e décima aula que seriam realizadas no dia 28 de junho de 2010, segunda-feira, primeira e segunda aulas, estava previsto que seria aplicada uma avaliação escrita com os alunos que faltaram, com o objetivo de descobrir o nível de absorção dos conteúdos pelos discentes, bem como incentivar a pesquisa por meio do livro didático e fazer atividade com os que já fizeram a avaliação. Porém, nesse dia ocorreu um jogo da seleção brasileira pela Copa do Mundo e não houve aula.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 1º DE JULHO DE 2010

Para as décima quinta e décima sexta que seriam realizadas no dia 1º de julho de 2010, quinta-feira, terceira e quarta aulas, estava previsto que iríamos dar sequência do conteúdo: AS ÁGUAS DA PAISAGEM. Porém, nesse dia os alunos não compareceram.
Observação: Era período de São Pedro e de Copa do Mundo. Além do mais, os alunos das Escolas Estaduais estavam em recesso, isso causou revolta entre os alunos das Escolas Municipais, em especial os da Yêda Barradas Carneiro que diante dessa situação decidiram não comparecer.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 12 DE JULHO DE 2010

Para as décima sétima e décima oitava que seriam realizadas no dia 12 de julho de 2010, segunda-feira, primeira e segunda aulas, estava previsto que iríamos Aplicar a avaliação escrita com os alunos que faltaram, cujo objetivo era Descobrir o nível de absorção dos conteúdos pelos discentes, bem como incentivar a pesquisa por meio do livro didático, fazendo ao mesmo tempo outras atividades com os alunos que já fizeram a avaliação.
As atividades foram desenvolvidas da forma que estavam previstas, o grande problema foi que mais uma vez os alunos que não haviam feito a avaliação não compareceram na sua totalidade, comprometendo, desta forma, as aulas futuras, uma vez que teria que fazer o mesmo procedimento nas próximas aulas. Diante dessa situação, decidi então nas próximas aulas daria sequência aos conteúdos que estavam programados e, ao mesmo tempo faria as avaliações com os alunos que faltaram.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 15 DE JULHO DE 2010

Para as décima nova e vigésima aulas que seriam realizadas no dia 15 de julho de 2010, quinta-feira, segunda e terceira aulas, estava previsto que iríamos trabalhar com o tema: O tempo atmosférico, cujo objetivo era entender a importância do tempo atmosférico e do clima para os seres vivos e o meio-ambiente e, ao mesmo tempo fazendo avaliações com alunos que ainda não haviam feito alunos.
Nesse dia, as atividades ocorreram como estavam programadas, consegui trabalhar o conteúdo programado e fazer as avaliações com os demais.
Apesar de ter conseguido, a coisa não foi tão simples assim como parece, uma vez que tive que explicar o conteúdo passar exercícios e ao mesmo tempo fiscalizar os alunos que estavam fazendo avaliações.

 
RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 19 DE JULHO DE 2010

Para as vigésima primeira e vigésima segunda aulas que seriam realizadas no dia 19 de julho de 2010, segunda-feira, primeira e segunda aulas, estava previsto que iríamos aplicar a avaliação escrita com os alunos que faltaram com o objetivo de Descobrir o nível de absorção dos conteúdos pelos discentes, bem como incentivar a pesquisa por meio do livro didático e dar Vistos nos cadernos, com objetivo de Verificar quem fez todas as atividades.
Apesar das ausências de vários alunos, consegui aplicar avaliações com alguns presentes que ainda não haviam feito, bem como dar vistos em vários cadernos com a finalidade de utilizar como terceira nota, uma vez que ficou inviável fazer uma terceira avaliação em virtude das freqüentes ausências dos alunos. Devido à escassez do tempo, tive que deixar para terminar de corrigir e dar vistos nos cadernos nas próximas aulas, bem como realizar o encerramento.


RELATÓRIO DAS AULAS DO DIA 22 DE JULHO DE 2010

Para as vigésima terceira e vigésima quarta aulas que seriam realizadas no dia 22 de julho de 2010, quinta-feira, segunda e terceira aulas, estava previsto que iríamos fazer o encerramento das atividades da segunda unidade, confraternizando e agradecendo aos alunos, à professora regente, a direção e aos demais funcionários da pela oportunidade que me deram para realizar o meu naquela instituição de ensino.
Ocorreu que quando fui verificar as notas dos alunos, constatei que havia 18 alunos sem a terceira nota e entre eles havia até mesmo alguns sem a segunda nota. Então, decidi que aproveitaria a última aula para dar mais uma oportunidade para verificar os cadernos e aplicar avaliações com os alunos com pendências. Diante dessa situação a nossa confraternização com comes e bebes ficou prejudicada, uma vez que não poderia deixar que uma quantidade grande de alunos ficasse com médias baixas. Fiz apenas um agradecimento aos alunos, à professora regente, à direção da escola e aos demais funcionários, uma vez que não seria viável retornar em outra oportunidade apenas para fazer confraternização com comes e bebes. Essa não foi uma decisão fácil, porém cheguei à conclusão que seria melhor que os alunos ficassem com médias melhores do que com estômago cheio no final da segunda unidade.

RELATO GERAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA III

Por Valdir Araújo

O meu primeiro estágio foi uma experiência bastante gratificante e desafiadora, uma vez que pude, pela primeira vez, assumir a regência de uma sala de aula e sentir na pele o que o professor passa no seu dia a dia. Optei pela escolha de uma turma de Educação para Jovens e Adultos (EJA), visto que ouvia vários comentários pejorativos acerca dessa modalidade de ensino, dentre eles era que as turmas de EJA eram compostas apenas por pessoas de idades avançadas para a série que estavam freqüentando e, na sua maioria, eram alunos que tinham um raciocínio lento, que ficavam calados e apáticos e interagiam muito pouco nas aulas. Ao chegar para o meu primeiro dia de aula, pude constatar que a maioria das coisas que tinha ouvido não era verdade. Uma das verdades que constatei foi que realmente a turma era composta por alunos com idades avançadas para a série que frequentavam, porém a grande maioria tinha raciocínio muito bom e participam ativamente das aulas, alguns atrapalhavam a aula conversando com os colegas, outros não prestação atenção, outros pediam para sair da sala, enfim, coisas que acontecem na maioria das salas de aulas, sobretudo quando se trata de alunos de 5ª e 6ª séries, o bom era que tudo se resolvia quando parava a aula para adverti-los sobre os seus comportamentos.

Quanto ao que mencionei acima, não me incomodou nem um pouco, uma vez que já estava preparado para isso, afinal alunos têm comportamentos semelhantes em todos os níveis de ensino e instituições, o que mais me chateou foi o fato de que eles faltavam muito às aulas, ficando inviável desenvolver um trabalho de boa qualidade, visto que, iniciava um determinado conteúdo em uma aula com determinados alunos e quando chegava para a próxima encontrava alunos que faltaram à aula anterior e apenas uma pequena quantidade dos que estavam presentes no início da explicação do conteúdo. Outro problema foi com as avaliações, comunicava com antecedência que iria aplicá-las, porém quando chegava no dia encontrava no máximo 50% dos alunos para desenvolver a atividade. Devido a essa situação, tive que aproveitar algumas atividades que haviam sido realizadas anteriormente para que eles não ficassem com médias insatisfatórias.

Quero deixar claro que isso não são lamentos e sim um relato geral da experiência que tive no Estágio Supervisionado em Geografia III. Volto a dizer que a experiência foi bastante gratificante e desafiadora para a minha formação e que no Estágio IV, o qual já iniciou, cheguei bem mais confiante e com experiência para corrigir alguns erros que cometi durante o estágio anterior, ficando na certeza que desta vez farei um trabalhado bem melhor.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ENCERRAMENTO DO MINICURSO


Festa de encerramento


Entrega de certificados

Nosso oitavo encontro, dia 9 de dezembro de 2009, foi o momento de confraternização e encerramento do Minicurso. Como nos demais encontros, saudamos e agradecemos a presença de todos, na sequência foram exibidas algumas fotos e vídeos registrados no decorrer dos nossos trabalhos, relembrando cada aula e sendo um momento de descontração, risos e saudades. Logo após, solicitamos que os alunos se manifestassem e fizessem uma avaliação do Minicurso. Todos disseram que foi muito bom e que estavam agradecidos em terem participado e adquirido novos aprendizados, despertando para uma nova visão relativa às questões ambientais. Alguns disseram que os conteúdos os auxiliaram na realização de provas e atividades do colégio, uma vez que os professores também estavam trabalhando com alguns conteúdos trabalhos nas nossas atividades.

O próximo passo foi a realização do “Amigo Secreto”, onde houve a troca de presentes, os quais tiveram valores simbólicos, pois o importante era a confraternização e integração do grupo.
Outro momento marcante foi a entrega dos certificados, sendo chamado cada aluno individualmente e que era aplaudido por todos. Após esse momento, fomos para os “comes e bebes” e a sessão de fotos.
Por fim, agradecemos mais uma vez a participação, lembrando que isso foi fundamental para o êxito do Minicurso. Também convocamos para que os mesmos sensibilizem as pessoas para as questões relativas à preservação ambiental, pois, se cada um fizer sua parte, certamente teremos um mundo melhor para nós e para as gerações futuras.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

RELATÓRIO DA SÉTIMA AULA




Aluno(a)s interagem com as atividades propostas

Começamos a sétima aula pedindo aos alunos para produzir o relatório da aula de campo que havia acontecido anteriormente. Essa atividade foi desenvolvida em grupos. Logo em seguida pedimos que os grupos fizessem a troca do material produzido e cada um apresentou o relatório, analisou e deu nota para o trabalho dos colegas. Feito isso, tratamos de apresentar o tema que seria trabalhado durante aquele encontro, Leis ambientais. De início, como já era esperado, houve certa resistência pelos em discutir sobre leis, mas começamos fazer analogias com outras leis de interesses comuns entre a população, assim eles compreenderam a importância de discutir as leis que visam à proteção e uso sustentável da natureza. Fizemos a análise crítica da Lei Orgânica do Município de Jacobina, enfocando a parte que trata do meio ambiente, buscando contextualizar com a realidade do dia a dia dos alunos.
Reservamos um pouco de tempo para o lanche e no retorno aplicamos a dinâmica “Técnica do autódromo”, explorando a temática da aula e os demais temas abordados durante o minicurso. No final do encontro discutimos propostas para realizarmos na confraternização de encerramento.
Apesar da resistência dos alunos (já prevista desde a sugestão do tema) conseguimos os objetivos estabelecidos para a aula, uma vez que eles tiveram ciência da importância de termos conhecimento sobre leis, sobretudo as ambientais que eram o objeto da aula.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

RELATÓRIO DA SEXTA AULA



Aluno(a)s observam o Rio Itapicuru Mirim



Visita a Embasa

No nosso sexto encontro, dia 25 de novembro de 2009, estava previsto que fizéssemos a retomada da aula anterior, apresentação da atividade a ser desenvolvida, ou seja, uma aula de campo pelas partes centrais da cidade, incluindo visita a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (EMBASA), com o objetivo de que os alunos identificassem impactos ambientais nesse ambiente e que também conhecessem como é realizado o tratamento dá água do nosso município. Depois de realizada essa atividade pediríamos que fizessem um relatório em grupo que contemplasse o roteiro, a visita a Embasa, bem como os impactos ambientais identificados por eles, por fim, discutiríamos a aula na sua totalidade.
Quase tudo ocorreu como estava previsto, fizemos a apresentação da atividade, esclarecemos o que era uma aula de campo, detalhamos qual era o roteiro e o que queríamos que eles relatassem. Saímos do colégio por volta das 14h30min em direção ao centro de abastecimento, local onde puderam observar resíduos sólidos e muita poluição sonora, partimos em direção ao Estádio José Rocha, passando pela rua do mesmo nome, seguindo pela Rua Arthur Diniz Veloso até chagarmos à passarela da amizade. Lá os alunos visualizaram as águas do Rio Itapicuru Mirim totalmente poluídas pelos esgotos residenciais que são despejados, queimadas na serra da Bananeira, poluição atmosférica através de veículos que transitam pelas Avenidas Lomanto Júnior e Orlando Oliveira Pires, entre outros.
A ansiedade era grande para que chagássemos logo a Embasa para conhecermos como é realizado o processo de tratamento da água que chega até as nossas residências. Partimos em direção à empresa de tratamento de água. Na chegada fomos recepcionados pelo gerente local, senhor Augusto, que nos recebeu com cordialidade, não se incomodando com as várias perguntas que foram feitas acerca do processo de tratamento da água. Augusto nos mostrou todo o processo desde a chegada da água das barragens do Rio do Ouro, Itapicuruzinho e Cachoeira Grande até o final quando a água está pronta para ser distribuída para o consumo humano.
Como havíamos dito, quase tudo ocorreu como estava previsto, pois ao término da visita a Embasa já esta bem próximo das 17 horas, dando tempo apenas para fazermos um lanche e tirarmos algumas dúvidas, isso tudo fora da sala de aula. O relatório teve que ficar para aula seguinte, bem como a discussão de tudo o que ocorreu nesse nosso encontro.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

QUINTO DIA DO MINICURSO


aluno(s) produzem cartazes sobre o tema da aula

A quinta aula ocorrida no dia 18 de novembro de 2009, teve como tema “Degradação do Meio Ambiente no Semi-árido”, tendo como objetivos analisar problemas relacionados à devastação neste ambiente, reconhecer a importância de conservar seu habitat natural da fauna e flora, formulando alternativas para conter o avanço da sua degradação.

Antes de adentrarmos no tema propriamente dito, em um bate-papo informal, instigamos os alunos a falarem sobre o futuro profissional e o que eles consideravam essencial para alcançarem seus objetivos. Durante as falas, a grande maioria ressaltou os estudos como fator primordial para o êxito na vida.

Como previsto, fizemos a retomada da aula anterior e apresentamos o tema do dia, sondamos seu conhecimento prévio, bem como seu interesse pelo assunto. No decorrer da aula buscamos a promoção das discussões levantando questionamentos, motivando a participação do grupo e mediando os debates. Uma das questões que impulsionou o debate foi sobre jacobina está ou não situada no semi-árido. Após as discussões e localização no mapa, ficou claro que nossa cidade está localizada no referido clima, e que a mesma é privilegiada com um micro clima, que a diferencia no que se refere às características do semi-árido.

Estava previsto a realização da dinâmica “Juntando as Letras”, porém a mesma não ocorreu, já que a aula transcorreu em um clima bem animado e participativo. Em seguida foi exibido um vídeo sobre queimadas e desmatamentos, chamando a atenção da turma, na sequência fizemos uma breve reflexão sobre o mesmo.

Após o vídeo paramos para o lanche, em seguida distribuímos um texto para discussão em grupo e após a discussão do mesmo, munidos de cartolina e demais materiais necessários, foram confeccionados cartazes em grupo representando o tema. Cada grupo foi até a frente para expor e explanar seu trabalho. Após as apresentações, fizemos uma avaliação da aula do dia, onde os alunos consideraram relevante e oportuna, sendo bastante enriquecedora para eles, pois ampliaram seus horizontes de conhecimentos sobre a temática.

Ao final, nos congratulamos, pois concluímos que nossos objetivos foram alcançados e o encontro culminou em êxito.

domingo, 29 de novembro de 2009

RELATÓRIO DA QUARTA AULA


A turma ficou "antenada" diante das explanações

A nossa quarta aula aconteceu no dia 11, de novembro de 2009, e o tema abordado foi: “Ciclo hidrológico”. De início, fizemos a retomada do tema anterior, perguntando aos alunos se eles pesquisaram sobre o assunto discutido anteriormente e/ou se surgiram dúvidas relacionadas à temática, em seguida, apresentamos o tema que seria trabalhado durante a aula e, logo, procuramos questioná-los sobre o que já sabiam sobre o Ciclo hidrológico, alguns embora não soubessem defini-lo com exatidão, o associaram com a água. Essa sondagem foi importante para estabelecermos a maneira mais coerente para trabalharmos esse conteúdo. Em princípio, definimos o que é o Ciclo hidrológico, e continuamos definindo e discutindo suas diversas etapas. Para tanto, utilizamos imagens, vídeos, animações e o quadro negro, ou seja, fizemos a correspondência entre teoria e prática. Discutimos também a disponibilidade da água: localização, estado físico, condições de consumo; sua aplicação nas atividades humanas; seu papel de agente modelador do relevo, e, sobretudo, a importância do uso racional, uma vez que se trata de um recurso vital para a vida na Terra. Demos um intervalo para o lanche e no retorno os alunos leram um texto que auxiliou para responder questões levantadas durante a dinâmica “Técnica do autódromo”, que funcionou como recurso avaliativo sobre a aprendizagem do assunto dessa aula e de outras ocorridas anteriormente. Durante a dinâmica presenciamos uma competitividade sadia, e melhor que isso, constatamos que os alunos estão assimilando os assuntos que estão sendo abordados. Finalizamos a aula premiando a todos e agradecendo a presença e participação nesse encontro.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

TERCEIRO DIA DO MINICURSO



Momento em que o funcionário esclarecia dúvidas dos alunos

A nossa terceira aula ocorreu no dia quatro de novembro. Iniciamos fazendo a retomada da aula anterior, abordando a respeito das dúvidas que ficaram a esclarecer ou até mesmo indagando se os alunos fizeram pesquisas em livros, jornais, internet, em fim, em alguma outra fonte para que fizéssemos possíveis esclarecimentos que surgissem com relação ao tema trabalhado. Na seqüência, fizemos a apresentação do tema, Resíduos Sólidos, que iríamos trabalhar naquele encontro, passando a sondar se sabiam o que são resíduos sólidos e o que sabiam sobre o mesmo. Percebemos que alguns ficaram bastante confusos até esclarecermos de que se tratava. A partir daí fizemos a introdução do tema e começamos a desenvolver os nossos trabalhos, que contou com a participação da grande maioria, cada um queria contar seus relatos acerca do que fazia com o lixo produzido em seu domicílio. Apresentamos um vídeo, logo em seguida fizemos a discussão do mesmo, indagando o que mais chamou a atenção para os discentes, pedindo em seguida que comentassem. Distribuímos um texto para ser lido e trabalhado em sala de aula, abordando, na seqüência, o que eles não entenderam do mesmo. Em seguida fizemos uma pequena parada para o lanche, para depois seguirmos para tão esperada aula de campo que, com certeza, foi algo interessante e diferente para os que estavam presentes naquela oportunidade. A aula ocorreu em um depósito de coleta de material para reciclagem nominado de Reciclagem União, que fica localizado a um quarteirão do Colégio Deocleciano Barbosa de Castro, local onde está sendo realizado o nosso minicurso sobre Impactos Ambientais nas Zonas Rurais e Urbanas. Fomos bem recepcionados pelo representante da empresa, Sr. George, que foi muito gentil e atencioso conosco, esclarecendo de forma espontânea como ocorria todo o processo, respondendo todas as perguntas que eram feitas por alunos e professores. Retornamos ao colégio para discutirmos sobre a aula de campo e sobre o que foi trabalhado naquele dia, esclarecemos algumas dúvidas que surgiram, em seguida fizemos o encerramento das atividades agradecendo aos alunos as suas presenças e participações, convidando-os para o próximo encontro agendado para o dia onze de novembro, para tratarmos do tema Ciclo Hidrológico.

sábado, 21 de novembro de 2009

Links

Ministério do Meio Ambiente

Nosso espaço

Caros alunos, esse blog foi desenvolvido com o objetivo de que haja uma interação maior entre professores e alunos. Portanto, fiquem à vontade para postarem seus comentários sobre as nossas publicações. Comentem sobre as aulas, se estão sendo boas ou ruins, se estão gostando do Minicurso ou não. Comentem também sobre o que acharem necessário e interessante. Lembrem-se que são muito importantes e fundamentais para o desenvolvimento do nosso trabalho.

RELATÓRIO DA SEGUNDA AULA



Aluno(a)s participam da dinêmica com entusiamo

A segunda aula ocorreu no dia 28 de outubro de 2009, onde fizemos a retomada da aula anterior, questionando a turma sobre o tema abordado e indagando se havia alguma dúvida a ser esclarecida. Os alunos se mostraram satisfeitos com a forma como o conteúdo foi discutido. Em seguida apresentamos o tema do dia: “Poluição Atmosférica”, onde indagamos os alunos sondando seu conhecimento prévio. Nesse momento notamos que a turma detinha um conhecimento mais a nível global. No decorrer da aula, definimos o que é atmosfera, analisamos sua composição, bem como discutimos suas causas e efeitos, levando em consideração as questões globais, enfatizando as questões locais, bem como medidas que possam contribuir para a minimização de seus efeitos, onde cada um pode fazer sua parte para alcançarmos resultados positivos.
No decorrer da aula realizamos a dinâmica: “Proteja Seu Sonho”, onde cada aluno recebeu um balão e o encheu, escrevendo nele um sonho. Em seguida formamos um círculo, e explicamos a dinâmica. Foi um momento de euforia e descontração, onde ao final fizemos uma relação com o tema, lembrando que, o homem, muitas vezes no afã de alcançar seus objetivos ignora o semelhante e a relação de equilíbrio com a natureza. Também enfatizamos que para alcançamos nossos ideais não precisamos destruir a natureza nem nosso próximo.
Apresentamos dois vídeos relacionados ao tema, os quais foram discutidos após a exibição. Como procedimento avaliativo, realizamos a “Técnica do Autódromo”, sendo a turma foi dividida em três equipes para responder às questões, momento em que os alunos deram nomes às equipes e no final houve uma equipe vencedora, sendo a mesma premiada.
Concluímos a aula fazendo uma avaliação do encontro, onde os alunos se manifestaram demonstrando satisfação e enfatizando que foi uma aula diferente e bastante enriquecedora.
Diante do exposto, consideramos a aula bastante produtiva onde alcançamos os objetivos propostos.

domingo, 15 de novembro de 2009

PRIMEIRO DIA DO MINICURSO


Momento em que o(a)s aluno(a)s faziam a leitura do texto

A aula de 21 de outubro de 2009 marcou o início do minicurso intitulado “Impactos ambientais nas zonas rurais e urbanas”, que está sendo desenvolvido no Centro Educacional Deocleciano Barbosa de Castro.
Começamos a aula nos apresentando, e em seguida, pedimos aos alunos que se apresentassem e para isso sugerimos que o fizessem mediante a dinâmica “Nome e sobrenome”, garantindo assim, um momento de descontração e alegria entre todos. Feito isso, continuamos nosso trabalho com a apresentação geral do “Projeto de Intervenção”, mencionando os objetivos pretendidos com a realização do minicurso.
Na sequencia, trabalhamos o tema: “Ambiente urbano versus ambiente rural: Conceitos”, com os conteúdos: Impactos ambientais e Ambientes rurais e urbanos, objetivando a caracterização desses meios para a posterior análise dos impactos ambientais concernentes a cada um.
Vale ressaltar que os alunos contribuíram decisivamente para o bom andamento da aula, uma vez que os mesmos apresentaram seus conhecimentos prévios acerca do tema e também levantaram questionamentos sobre os diversos assuntos relacionados à temática em discussão.
Houve ainda a exibição de pequenos vídeos que traziam uma síntese das discussões em pauta e texto para discussão, contribuindo para ilustrar nossa aula.
Concluímos a aula agradecendo aos alunos presentes e convidando a todos para continuar freqüentando o minicurso até a conclusão do mesmo.
Diante do exposto, podemos afirmar que a aula configurou-se como sendo expositiva-dialógica e, sobretudo, dinâmica, alcançando os objetivos almejados.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

IMPACTOS AMBIENTAIS NAS ZONAS RURAIS E URBANAS

CARTAZ DO MINICURSO



O Minicurso sobre Impactos Ambientais nas Zonas Rurais e Urbanas surgiu a partir da solicitação dos professores Edvaldo Hilário e Paulino Batista, da Disciplina Estágio Supervisionado em Geografia I, no intuito de que fizéssemos visitas às escolas públicas para identificarmos possíveis deficiências que os alunos possuíam com relação a alguns conteúdos trabalhados na disciplina de geografia. Diante disso, passamos a visitar algumas escolas e percebemos que entre as dificuldades dos alunos estavam discernir o que era zona rural e urbana, bem como o que era impacto ambiental. Desta forma, concluímos que seria interessante que eles tivessem maior conhecimento de forma sistematizada sobre o tema citado acima. Entre as escolas visitadas escolhemos o Centro Educacional Deocleciano Barbosa de Castro, onde estamos aplicando o nosso projeto todas as quartas-feiras, das 13h30min às 17h30min para alunos dos 1º e 2º anos do ensino médio. Estamos muito felizes pelo fato do nosso projeto ter saído do papel e se tornado uma realidade, sem contar que os nossos alunos são maravilhosos e estão contribuindo de forma brilhante para o desenvolvimento do nosso trabalho.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ENTREVISTAS

Dando prosseguimento as atividades de Estágio Supervisionado em Geografia I, visitamos o Colégio Estadual Deocleciano Barbosa de Castro, no dia 14 de julho de 2009, para realizarmos uma das atividades solicitada pelos professores da disciplina, a qual consistia em aplicar um questionário com os alunos para saber os que eles pensam, de forma geral, da instituição em que estudam. Visitamos ainda, a Escola Municipal Yêda Barradas Carneiro no dia 16 de julho do corrente ano, com o mesmo propósito mencionado acima. Diante das questões aplicadas pudemos colher as seguintes respostas:


ALUNOS DO COLÉGIO DEOCLECIANO


PERGUNTAS

1 - O que você acha da estrutura física da escola, ou seja, as salas de aula, a quadra esportiva ou outro local para prática de atividades físicas, banheiros, etc.?

2 - Qual a sua visão sobre os professores?

3 - A escola é bem administrada? O que você acha da direção?

4 - Como você se vê enquanto aluno?

5 - Qual sua visão de futuro?



RESPOSTAS ALUNO 1


1 - “Eu acho que a escola poderia melhorar um pouco.”

2- “Não tenho o que falar, pois são todos ótimos.”

3 - “Sim, ótima.”

4 - “Uma boa aluna.”

5 - “Ser uma pessoa inteligente, para que daqui pra frente eu possa estar elogiando o colégio onde eu estudei.”



RESPOSTAS ALUNO 2


1 - “Eu acho tudo de bom, é tudo ótimo.”

2 - “Sobre os não tenho o que falar são excelentes.”

3 - “Sim, não tenho o que falar.”

4 - “Uma boa aluna.”

5 - “Ser uma pessoa ótima e me formar para ser alguém na vida”.


RESPOSTAS ALUNO 3


1 - “A escola está acabada, as salas não têm ventiladores e os próprios professores nas salas reclamam, a quadra esportiva nunca foi terminada de ser construída e a situação dos banheiros não tem água, as descargas estão quebradas...”

2 - Os professores são ótimos e fazem o possível para nos ensinar, só precisamos de uma nova professora de matemática, por que a sala que eu estudo até os esforçados não aprendem com ela.”

3 - “Mais ou menos, pois ninguém ver a diretora e quem exerce essa função é a coordenadora, que também não é muito boa neste cargo que ela ocupa.”

4 - “Uma pessoa que estuda em um grupo escolar que faz, quer fazer o bem “pros” outros ver, e na realidade não é nada do que se mostra.”



ALUNOS DA ESCOLA YÊDA BARRADAS


RESPOSTAS


ALUNO 1 – 7ª SÉRIE – 15 ANOS – SEXO FEMININO

1) “Bom, A quadra é uma Barbaridade, banheiros não é muito ruim, mas deveria ser”.
Melhor, as salas são boas até agora sim”.

2) “Boa, consegue passar os assuntos, muito Bem, apesar de que tiramos eles do sério”.

3) “no meu ponto de vista não, deveria ter mais ordem e ser mais rígido com alguns alunos mal educados”.

4) “Estável, não é bom, mas também não é ruim, mas acho que pode melhorar com a ajuda de todos nós”.

5) “Uma boa aluna, presto atenção nas aulas tiro boas notas, só preciso melhorar em matemática que sou péssima.”

6) “Que o colégio seja um ambiente melhor e que tenha mais “instrutura” e a visão pro meu futuro é concluir meus estudos, quem sabe fazer faculdade e arrumar um bom emprego.”


ALUNO 2 – 5ª SÉRIE – 13 ANOS - SEXO MASCULINO

1) “Eu acho que é muito ótimo”

2) “Eu gosto de todos eles”

3) “Sim, muito boa”

4) “Importante”

5) “mal comportado”

6) “Virar jogador de futebol”
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Diante dos questionários aplicados, concluímos que não há unanimidade nas respostas dos alunos. Chegamos à conclusão que a grande maioria deles elogia os professores e demais funcionários das escolas. Alguns reclamam por terem dificuldade em aprender matemática, outros reclamam por não terem professor da referida disciplina na sala de aula. Percebemos que existe auto-estima pela maioria deles, já que se auto-elogiam enquanto alunos. Percebemos ainda, que eles não têm objetivos definidos com relação ao que fazer no futuro.
Chegamos à conclusão que, no geral, as respostas foram satisfatórias, porém nos preocupou o fato dos alunos não terem boas expectativas para o futuro. Sabemos que isso pode influenciar de forma significativa no desempenho escolar, uma vez que quando não sabemos o que queremos ser no futuro, a tendência é nos preocuparmos pouco com os estudos. Sugerimos que os pais conversassem mais com os seus filhos, no sentido de incentivá-los a estudar, alertando-os sobre a importância dos estudos para suas vidas pessoais e profissionais.

domingo, 19 de julho de 2009

A decadência da educação

A imagem apresenta a negligência no trato com a educação. Nela, observamos um professor de escola pública do Paraná escrevendo em um quadro negro danificado. Diante disso, fica o seguinte questionamento: Como promover uma educação de qualidade sem os mínimos recursos para o trabalho docente?

Fonte: JORNAL do Senado, Ano XIV, Nº 2.925/198- Brasília 17 a 23 de novembro de 2008, p. 01.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

ANÁLISE DO LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA

Edinaldo Lima *
Roberval Pereira *
Valdir Araújo *


RESUMO

Este artigo tem como objetivo analisar a qualidade do livro didático de ensino fundamental de Geografia. Para isso, selecionamos o livro de sexta-série do ensino fundamental. Nele analisamos imagens, mapas, gráficos, tecendo alguns elogios e críticas quando entendemos como necessárias.

PALAVRAS-CHAVE:
Geografia, formação, ensino fundamental e ensino médio.


INTRODUÇÃO

O livro didático constitui-se parte importante para a formação do pensamento e apreensão de conceitos pelas pessoas, logo, deve ser o máximo possível isento de erros, apresentar conceitos de forma clara, destituído de preconceitos sejam eles através de fotos, imagens, tabelas, mapas, etc. Partindo desses pressupostos, analisamos as ilustrações, fotos, mapas e conceito do livro: ”Lições de Geografia: as regiões do Brasil,” destinado à sexta-série do ensino fundamental. O foco de investigação foi direcionado para os temas mencionados acima, em virtude de serem imprescindíveis na formação do conhecimento.
____________________
* Graduandos do 5° semestre em Licenciatura Plena em Geografia na Universidade do Estado da Bahia – Campus IV – Jacobina.

REFERÊNCIAS PROFISSIONAIS DOS AUTORES

O livro didático de Geografia da sexta-série do ensino fundamental foi elaborado por dois autores: Hélio Carlos Garcia, formado em Economia pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, sendo que o mesmo ministra aulas de Geografia no Sistema Anglo de Ensino (São Paulo), e Tito Marcio Garavello, graduando em Geografia no Centro Universitário FIEO, no Estado de São Paulo e também ministra aulas de Geografia no Sistema Anglo de Ensino. O fato de nenhum dos dois possuir formação em Geografia pode ter contribuído para que a obra analisada apresente erros e até mesmo preconceitos. No entanto, o que ameniza essa falta de formação em geografia é que eles têm como referenciais teóricos conceituados autores da Geografia como: Paul Vidal de La Blache, Milton Santos, Yves Lacoste, Ana Fani, Pierre George, Claude Raffestin, Iná de Castro, Manoel Carreira de Andrade, Josué de Castro, etc.


ESTRUTURA DOS CONTEÚDOS

O livro aborda aspectos políticos, econômicos e sociais das regiões do Brasil. O conteúdo está subdivido em 14 capítulos que também são divididos em subtemas facilitando o manuseio do material e o estudo do conteúdo. Porém, apresenta em seu corpo alguns erros de conceitos, figuras e imagens que serão discutidos a partir de então.


LINGUAGEM GRÁFICA E QUALIDADE DAS IMAGENS, ILUSTRAÇÕES, MAPAS, E GRÁFICOS

Na p.10, (figura 1), o mapa mundi, intitulado “Os dez países mais populosos (2007)”, não contém legendas explicativas, ficando subtendido seu conteúdo uma vez que os nomes dos países encontram-se grafados com fonte semelhante aos continentes. Um erro primário, pois é de fundamental importância que os mapas contenham legendas que esclareçam seus elementos constituintes, para que sejam compreendidos.

Figura 1
No capítulo 5, (Urbanização), encontramos no primeiro parágrafo o conceito de cidade:

Cidade é um aglomerado humano concentrado, que se apresenta com uma determinada organização espacial, com vias de circulação, serviços de transportes, limpezas pública, rede de coletas de esgotos, abastecimentos de água e energia elétrica, etc. (Garcia e Garavello, 2007, p. 59).

Este é um conceito abrangente que induz o aluno a entender a cidade como sendo qualquer área que seja habitada e que os serviços citados estejam presentes. Evidentemente, uma cidade contempla esses e outros serviços, mas muitos distritos se estruturam dessa maneira. Porém, é a cidade uma unidade da federação com administração pública (Prefeitura) que é criada segundo leis vigentes no país. Portanto, não é ela apenas “... um aglomerado humano concentrado...”. Observemos o texto abaixo:

A Emenda Constitucional 15, de 13, de setembro de 1996, (EC 15/96), estabelece normas mais rígidas para a criação de municípios como o estudo de viabilidade e plebiscito abrangendo as populações envolvidas [...] O estudo deverá comprovar que a área da nova localidade tem igual ou superior a 5 mil habitantes, nas regiões Norte e Centro-Oeste; 7 mil habitantes no Nordeste; e 10 mil habitantes no Sul e Sudeste. Outra condição é que haja um número mínimo de imóveis no aglomerado urbano que sediará o novo município e que a área urbana não fica em reserva indígena, de preservação ambiental ou da União. (JORNAL do Senado, p. 4, out. 2008)


Na p.79, encontra-se a seguinte definição para matéria-prima: “Substâncias naturais existentes em nosso planeta que não foram produzidos pelas pessoas, como as madeiras, os minérios, as jazidas de petróleo, entre outros. Alguns produtos elaborados pelos seres-humanos e enviados diretamente para as indústrias também podem ser considerados matérias-primas, como, (cereais, frutas, verduras, legumes) e os produtos pecuários (diferentes tipos de carnes e leite, por exemplo)” (Garcia e Garavello, 2007, p. 79).
A maneira como os autores conceitua matéria-prima ficou subtendida, isto é, apresenta duplo significado, pois de início matéria-prima seria segundo eles substâncias naturais não produzidas pelas pessoas, mas posteriormente afirmam que elas podem ser produtos elaborados pelos seres-humanos. Na verdade eles estão querendo afirmar que matérias-primas são retiradas da natureza, mas que não sofreram alterações por processos industriais, mantendo suas características originais. Contudo, a linguagem utilizada não é adequada ao público alvo.
O parágrafo inicial da p.92. Diz:
“Determinados períodos da formação da crosta terrestre são de grande importância econômica para as pessoas hoje, por causa do material que se formou como os minérios, os tipos de rocha, etc.”. (Garcia e Garavello, 2007, p. 92).
A redação utilizada para evidenciar a importância econômica que os minérios têm para o ser humano, causa a impressão que são os períodos que tem valor econômico, quando se sabe que nesses períodos de formação da crosta terrestre foram surgindo os materiais já mencionados e sua utilização econômica teve início milhões de anos depois.
Na p. 96, (figura 2), há uma imagem que mostra como o petróleo e o gás estão distribuídos no subsolo, trata-se de um esquema meramente ilustrativo, porém esta informação é omitida e substituída pela frase “Org pelos autores”. Assim, os alunos poderiam pensar que esses materiais estão exatamente dessa maneira no subsolo.

Figura 2
No capítulo “Região Nordeste e complexo Regional Nordestino,” é evidente o uso de argumentos que servem para reforçar e disseminar uma visão histórica sobre essa região do Brasil como “Região problema”, exceção da (Zona da mata), o restante, sobretudo o sertão é apresentado como uma paisagem inóspita, com solos endurecidos e quebrados e arbustos ressecados.”.
Os movimentos migratórios são usados para perpetuar a ideia de que o Nordeste é uma área repulsora de população, pois, além, das adversidades climáticas possui pouca participação na indústria nacional.
Embora sejam estes fatores determinantes para a saída em massa de pessoas para outras regiões do Brasil, principalmente o sudeste, porém, faz-se necessário esclarecer que a negligência política tem parcela incontestável nesse processo.
Vale ressaltar que é um problema grave conduzir a formação de cidadãos preconceituosos, pois isto funciona como arcabouço para a perpetuação de discrepâncias regionais. Vejamos a citação de Freire:


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os livros didáticos vêm impregnados de ideologias e interesses dos autores, portanto é fundamental conhecer as origens dos mesmos e as suas formações acadêmicas para, a partir daí, entendermos porque eles abordam de uma maneira ou de outra os temas trabalhados. Tentamos o máximo possível fazer uma análise objetiva, discreta e imparcial dos conteúdos, pois sabemos que analisar um livro, sobretudo o didático não é tarefa fácil, nem mesmo para professores que militam na área há muitos anos. No entanto, as nossas análises nos permitiram visualizar erros conceituais, erros relacionados às imagens e fotos. Em parte essas falhas relacionam-se a má formação de alguns profissionais que elaboram os livros didáticos. Esperamos, por fim, que tenhamos alcançado os nossos objetivos, que foi fazermos uma análise discreta e imparcial dos livros por nós analisados. Tendo em vista o ensino-aprendizagem.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GARCIA, Hélio Carlos; GARAVELLO, Tito Márcio. Lições de Geografia: As regiões do Brasil. 11 ed. São Paulo: Scipione, 2007.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 37 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

APROVADAS normas para criação de municípios, Jornal do Senado, Brasília, p. 4, 20 a 26 de out. 2008.